sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Príncipe, castelo, cavalo branco.


Desde a adolescência, meninas sonham com o dia em que encontrarão seu príncipe encantado, montado em seu cavalo branco, pronto para proporcioná-las toda a felicidade do mundo. A indústria cultural ajuda a reforçar essa idéia na cabeça de crianças que são facilmente influenciáveis, alimentando assim seus ingênuos sonhos por meio de filmes, séries, propagandas e músicas melódicas que falam sobre o amor.

Essa idéia fica na cabeça das adolescentes até surgir seu primeiro amor, seja ele platônico ou não. Elas começam a sonhar com a tal cena do príncipe em seu alazão, vindo salvá-la de um dragão (seus pais) que a aprisiona em um castelo (sua vida fútil). Nessa história os pais são vilões por não deixarem que essas garotas saiam para encontrar seu amado (em festas,boates, bebedeiras).

Por fim elas são machucadas, por não receberem de volta o amor ofertado, e por se darem conta de que o príncipe não é tão sensível e apaixonado por elas como elas imaginavam de principio. Dão-se conta de que para o tal príncipe, elas são só uma forma de curtir a vida, que aquele sorriso não era de amor, e sim de desejo por seus corpos até então intocados. Percebem que o amor machuca e a ingenuidade e a falta de senso crítico (talvez inexistente pela falta de maturidade) as levaram àquela situação. Os pais, que antes eram vistos como vilões, agora se tornam personagens secundários, aos quais que elas podem recorrer, ou rebelar-se de vez. E mal sabem elas, que essa será a primeira vez de muitas, que elas serão machucadas pelo sentimento mais lindo do mundo: (sim, fui irônica) O AMOR!

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